A Polestar Automotive garantiu um novo financiamento de 300 milhões de dólares, proporcionando um alívio temporário à marca de veículos elétricos, que enfrenta crescentes prejuízos e continua sob forte pressão de liquidez.
Este acordo surge em paralelo com uma conversão de dívida pelo seu acionista maioritário, a Geely, sublinhando a urgência crescente em torno da situação financeira da Polestar, ao mesmo tempo que concede à gestão mais tempo para implementar uma estratégia de recuperação mais abrangente.
Novo financiamento e conversão de dívida em capital reforçam a liquidez
O financiamento de 300 milhões de dólares foi dividido em partes iguais entre o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria e o Natixis, segundo a empresa. A Polestar confirmou ainda que a Geely Sweden Holdings concordou em converter cerca de 300 milhões de dólares de dívida existente em capital próprio, aliviando a pressão sobre os reembolsos no curto prazo e reforçando a estrutura de capitais do fabricante automóvel.
Segundo a Reuters, este empréstimo concedido através da unidade sueca da Geely, é de natureza subordinada, o que significa que não é contabilizado para os limites dos rácios de endividamento da Polestar, atualmente fixados em 5,5 mil milhões de dólares. A empresa adiantou em comunicado, que continua a trabalhar para reforçar os seus capitais próprios.

À semelhança de outras startups do setor dos veículos elétricos, a Polestar tem consumido elevadas quantias no esforço de expansão e enfrenta desafios recorrentes na gestão da sua liquidez e dos níveis de endividamento.
Segundo a Bloomberg, a empresa tem igualmente estado exposta ao risco de incumprimento de determinados rácios financeiros, o que a levou a renegociar sucessivas alterações com financiadores e credores, de forma a manter-se em conformidade ao longo do ano.
Em junho de 2025, a Polestar assegurou um reforço de capital de 200 milhões de dólares por parte da PSD Investment, uma empresa controlada por Li Shufu, fundador da Geely Holding.




























