Durante a Automechanika Frankfurt, Pedro Sánchez, da DRiV, apresentou à Automotive as principais novidades da empresa para o pós-venda, com destaque para as novas soluções de suspensão pneumática, a tecnologia de travagem Ferodo Blue Edge, desenvolvida tendo em vista os requisitos do Euro 7, o reforço da oferta para veículos comerciais e o regresso da gama de escovas Champion. O responsável aborda ainda a evolução do mercado ibérico e a importância de Portugal para a estratégia da empresa.
Quais são as principais novidades que a DRiV apresenta nesta edição da Automechanika?
Temos várias novidades nas diferentes marcas e linhas de produto. Na área de direção e suspensão, uma das principais é a nova gama de airsprings, ou molas pneumáticas, para veículos ligeiros, acompanhando a evolução dos sistemas de suspensão.
Outra novidade importante está na Ferodo e relaciona-se diretamente com os futuros requisitos do Euro 7. Trata-se das pastilhas Ferodo Blue Edge, desenvolvidas para reduzir a quantidade de partículas geradas durante a travagem e cumprir os limites previstos pela nova regulamentação.
A solução pode ser observada através dos testes que apresentamos na feira. Numa jante equipada com uma pastilha convencional é visível uma maior quantidade de resíduos, enquanto com a Blue Edge esse depósito é significativamente reduzido.

É uma solução destinada apenas ao equipamento original?
Não. A Ferodo Blue Edge foi desenvolvida para equipamento original, mas também para o mercado de reposição, nomeadamente para aplicações que terão de cumprir os requisitos do Euro 7.
É importante salientar que não se trata apenas de uma nova pastilha. O sistema foi desenvolvido em conjunto com o disco, que recebe um tratamento a laser destinado a aumentar a sua durabilidade e reduzir o desgaste. Pastilha e disco funcionam em conjunto.
A DRiV está também a reforçar a oferta para veículos comerciais?
Sim. Temos vindo a ampliar a oferta para veículos industriais e comerciais. Um dos exemplos apresentados é a gama de direção e suspensão para veículos industriais da Monroe, incluindo componentes de motor, direção e suspensão, amortecedores de cabina e soluções para veículos comerciais ligeiros. Temos, por exemplo, um amortecedor destinado à Volkswagen Transporter.
Na travagem, temos a oferta da Jurid, uma marca com forte presença no mercado alemão. No mercado ibérico trabalhamos sobretudo com Jurid e Ferodo nas aplicações para veículos industriais.

Existe também procura da Jurid em Portugal?
Sim. Existe uma perceção positiva dos produtos associados à indústria alemã, sobretudo quando relacionados com qualidade e posicionamento premium. Por isso, existe procura e procuramos responder através das nossas diferentes marcas.
Que novidades estão a ser apresentadas na área da climatização?
Temos uma nova linha de compressores de climatização Walker. São compressores novos, e não produtos remanufacturados, pelo que não existe necessidade de devolução de um casco usado nem qualquer tratamento posterior.
A oferta é complementada por radiadores e outros componentes, enquanto os compressores de ar associados aos sistemas de suspensão pneumática são disponibilizados através da Monroe.
E no domínio dos sensores?
Na Wagner apresentamos uma gama muito ampla de sensores, abrangendo diferentes sistemas do veículo. Inclui sensores de roda e de motor, sensores de temperatura dos gases de escape, sondas lambda e caudalímetros, entre outros.
É uma área cada vez mais importante à medida que os veículos incorporam mais sistemas eletrónicos.

A Champion também apresenta novidades. Quais são?
Na Champion estamos a reforçar várias áreas, incluindo velas de ignição, bobinas e velas de incandescência. Uma das principais novidades está na filtragem, com filtros destinados às baterias de alta tensão.
Estas baterias utilizam sistemas de refrigeração que necessitam de ar filtrado para evitar a entrada de contaminantes. O produto apresentado é uma aplicação para um sistema híbrido Toyota com motor 2.0.
A Champion vai também regressar ao mercado das escovas limpa-vidros?
Sim. É um regresso importante. Há bastante tempo que as escovas não faziam parte do catálogo da Champion, mas estamos agora a preparar o seu regresso.
Ainda estamos a finalizar alguns detalhes do lançamento, embora já tenhamos apresentado uma amostra na Automechanika. Em Portugal, a Champion teve no passado uma presença importante neste mercado e já estamos a receber perguntas dos clientes. Esperamos lançar a nova gama no primeiro trimestre do próximo ano.
Esta expansão representa uma estratégia de crescimento da DRiV?
Sim. Estamos a expandir a oferta tanto através de novas linhas de produto como através do reforço das gamas tradicionais. A Automechanika permite-nos apresentar estas novidades aos clientes, mas também chegar a potenciais novos parceiros.

Como evoluiu o mercado ibérico nos primeiros meses do ano?
Os primeiros meses foram positivos para a DRiV em Espanha e Portugal, com crescimento face ao ano passado.
Em Portugal, o início foi um pouco mais fraco devido ao impacto das condições meteorológicas adversas em janeiro, sobretudo na região central. Houve, contudo, uma recuperação a partir de março e os meses seguintes foram positivos.
Estamos agora a analisar os resultados de agosto e a acompanhar setembro. Houve um pequeno abrandamento da atividade, segundo alguns clientes, mas esperamos uma recuperação ao longo do mês.

Qual é a importância de Portugal na estratégia da DRiV?
Portugal continua a ser um mercado muito importante. No segmento dos veículos industriais, temos uma das maiores oportunidades de crescimento, considerando o parque existente, e ainda existe espaço para aumentar a nossa oferta e presença.
Temos uma equipa local muito forte, que tem desenvolvido um trabalho importante no mercado português. A DRiV tem ambição para continuar a crescer, tanto através da conquista de novos mercados como aprofundando a presença nos mercados onde já está estabelecida.
Portugal enquadra-se claramente nesta estratégia. Temos uma presença significativa, mas continuamos a identificar potencial de crescimento através do reforço da gama e de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades dos clientes.

























