Em Portugal, no ano de 2025 foram matriculados 32.300 veículos comerciais ligeiros novos. Um cenário de quase estagnação em termos de matriculações de furgões novos, face ao ano anterior, segundo dados da ACAP. Assim, a Peugeot registou uma quebra de 1,6%, a Citroen caiu 2,2%, a Opel cresceu apenas 0,3%, a Fiat cerca de 0,2% (modelos do grupo Stellantis), e a Renault 1,7%.
A Toyota cresceu surpreendentemente 11,2%, chegando ao terceiro lugar nas matriculações gerais. Destaque para a Volkswagen que cresceu 10,6% em 2025, e também para a MAN que, tendo as vendas apenas baseadas num modelo – o TGE Furgão do Ano 2026– conseguiu uns expressivos 57% de aumento face a 2024. De recordar que estas 3 marcas conquistaram o Prémio Furgão do Ano em Portugal, atribuído pela Revista Automotive.
A Nissan, parece ter regressado aos comerciais ligeiros, tendo matriculado 102 viaturas, o dobro do que fez em 2024, apesar destes volumes serem ainda serem pouco expressivos para quem já teve uma grande base de clientes.
Escoar a produção

O mercado de furgões novos em França caiu 6% em 2025, mas o volume de furgões usados vendidos no ano passado foram cerca de 900.000 contra apenas 360.000 novos. Destes quase 1 milhão de furgões usados, 94% são a diesel, 4% são a gasolina e 2% são eletrificados.
Segundo as associações francesas (CCFA, ANFA e FNA), este fenómeno tem imposto grande pressão, quer nos fabricantes franceses que precisam de escoar as suas produções de furgões, quer nos concessionários que têm vido a aumentar o seu parque de furgões em stock, principalmente os 100% elétricos.
Segundo alguns frotistas, que têm operações em França, este fenómeno resulta do aumento dos preços dos furgões novos, das incertezas regulamentares do país, da complexidade das novas motorizações, dos deficientes sistemas de carregamento e respetivos valores cobrados, falhas de abastecimento elétrico (como agora se verifica), durabilidade das baterias e não menos importante, o valor residual.
Perante estas condicionantes, o cálculo dos frotistas tem sido simples: optar por veículos com historial comprovado, cujas qualidades e defeitos já são conhecidos, mas sobretudo cujo custo de aquisição e de manutenção é previsível.





























