A Suzuki Europa teve um ano de 2025 difícil do ponto de vista comercial, com uma ligeira diminuição dos volumes de vendas, em resultado da retirada de três dos seus modelos na Europa. A decisão global de retirar o Ignis, o (muito apreciado) Jimny e o Across da gama em Portugal fez-se sentir nos totais de vendas da marca.
Apesar disso, os outros pilares da Suzuki – o Swift, o Vitara e o S-Cross – conseguiram manter a sua clientela fiel e apresentar resultados de vendas respeitáveis num mercado altamente competitivo.
A Suzuki demonstrou que a sua gama atual continua a ser uma base sólida. O modelo Swift, mantém a popularidade e conserva a combinação de agilidade, eficiência e prazer de condução, mantendo-o como um favorito no segmento dos compactos.
Quanto ao S-Cross, alvo de um expressivo teste publicado na edição da Automotive de dezembro, afirma-se como o automóvel familiar e espaçoso, partilhando as mesmas motorizações comprovadas e eficientes do Vitara, incluindo a escolha entre caixa manual e automática, proporcionando um equilíbrio entre espaço, conforto e funcionalidade, tudo somado a uma potência ajustada.
Já o Vitara, um modelo com um nome rico em história e estatuto emblemático, foi alvo de um importante restyling. O modelo, que aqui testámos, está disponível com motorizações eletrificadas e agora conta com uma (verdadeira) caixa automática, aumentando ainda mais o conforto para os condutores.

Estilo totalmente disruptivo
Numa época onde os modelos automóveis parecem todos iguais, o Vitara consegue manter a sua identidade em todos os sentidos. Ser-se fiel aos valores da marca, é atualmente, um fator de inovação radical.
O exterior mantém as linhas características da marca, sem enveredar por grelhas sobredimensionadas, grupos óticos esticados ao limite, ou elementos plásticos de menor qualidade. Transmite uma imagem de continuidade, robustez e respeito pelo legado positivo que foi conquistado pelo Vitara.
Passando ao interior, o tablier é diferente dos outros carros. Neste modelo, existem botões físicos para controlar as funções-chave da viatura, sem descurar de uma importante digitalização, que nos é disponibilizada no ecrã central bem posicionado no tablier.
Para aumentar o prazer de condução, o painel de instrumentos é analógico. Contudo, o sistema digital não foi esquecido: o painel contém um ecrã digital que transmite todas as informações relevantes da condução e do carro.
Rutura com o standard
Há uma harmonia no posicionamento de todos os componentes, juntando o prático ao confortável. Nessa fusão, aparecem elementos de grande robustez no interior, como os plásticos reforçados nas portas, combinados com bancos em pele aquecidos. A habitabilidade mantém-se uma das referências do Vitara, principalmente nos lugares traseiros, ao que se acrescenta o bom (e expansível) espaço de bagageira.
Na condução, este Suzuki equipado com motor 1.4 mild-hibrid a gasolina, tem prestações muito convincentes e condizentes com a sua reputação, principalmente no que diz respeito à tração. A tração AllGrip, transmite a força às 4 rodas sempre que necessário, fazendo a gestão de forma segura e ao mesmo tempo eficiente em termos de consumos. Em terrenos mais difíceis, a função “Lock” mantém a tração 4×4 permanente, fazendo uma eficaz gestão da tração, em conjunto com a nova caixa de velocidades automática.


Gama única 4×4
Todos os modelos da Suzuki estão disponíveis com tração às 4 rodas, o que faz da marca a única no mercado a disponibilizar toda a gama com tração 4×4. Enquanto se concentra no futuro e na eletrificação (com o lançamento previsto para este ano do e-Vitara 100% elétrico), a Suzuki com este modelo Vitara, prova que não esquece a sua herança, nem a vincada confiança dos seus clientes.
Este é um carro que faz uma síntese entre elementos opostos, mas que realmente funciona. Por exemplo, sentimos que as quartelas das portas não vão derreter ao Sol, ou descolar passados alguns anos, ao mesmo tempo que disponibiliza uma das melhores interfaces do Android Auto que já testámos. O Vitara tem assim a sua própria interpretação da contemporaneidade automóvel, num estilo que lhe é único e que deverá continuar a conquistar admiradores.
Este modelo é uma homenagem à paixão e à história técnica da marca, mantendo o emblemático Vitara no seu espaço natural no mercado. Relembra-nos que a Suzuki constrói carros com características únicas, pensados para serem fiáveis, duradouros e agradáveis de conduzir.





























