A marca automóvel japonesa Nissan na sua recente apresentação anual de resultados, anunciou que espera sofrer um prejuízo líquido de 650 mil milhões de ienes (4,2 mil milhões de dólares) no seu ano fiscal. Esta enorme perda, é o dobro do que os analistas tinham previsto.
Uma fusão com a rival japonesa Honda era vista como uma possível “tábua de salvação”, mas as negociações colapsaram no ano passado quando a empresa propôs transformar a Nissan numa subsidiária.
Ivan Espinosa, CEO da Nissan declarou, que a marca pretende reduzir o número de unidades de produção de automóveis das atuais 17 para 10 unidades até 2028 (fechar 7 fábricas), e aponta também para 20.000 cortes de postos de trabalho em todo o mundo.

Segundo o responsável, a queda nas vendas na China e os grandes descontos aplicados nos Estados Unidos — os seus dois maiores mercados — tiveram um impacto significativo nos resultados, enquanto as propostas de fusão com a Honda e a Mitsubishi fracassaram. A recente senda de descontos na Europa deverá ainda agravar as perdas da empresa.
Recentemente, a Nissan anunciou também que abandonou por completo os planos para construir uma fábrica de baterias e veículos elétricos no Japão, numa altura em que prevê reduzir o investimento na eletrificação dos seus modelos.
Europa enfrenta futuro incerto
Dois terços dos mais recentes cortes de emprego serão na área da produção, enquanto o restante afetará vendas, funções administrativas, investigação e pessoal contratado, conforme afirmou o CEO da Nissan, Ivan Espinosa.
A empresa ainda não clarificou se a dispensa dos 20.000 trabalhadores irá afetar as operações da Nissan na Europa. Relativamente a Portugal, o departamento de Comunicação e Relações-Públicas da Nissan, desde o início deste ano e até ao momento desta edição, não respondeu às nossas questões. Oficialmente a Nissan abandonou Portugal em 2023, passando desde então a ser representada pelo Grupo Salvador Caetano.



























