Conforme temos vindo a divulgar, a DPD Portugal tem mantido firme a sua política de mobilidade sustentável da sua frota, através da incorporação de novos furgões 100% elétricos, bem como na dinamização de uma estrutura própria de carregadores elétricos, nas suas diversas plataformas em território nacional.
No seguimento dessa dinâmica, a Revista Automotive desafiou a DPD a realizar um ensaio em condições reais de utilização da Toyota Proace MAX BEV 100% elétrica, modelo que faz parte da gama de veículos comerciais da marca Toyota, e que foi distinguida com o Prémio Frota de 2025, na 9ª edição dos Prémios Fleet & Service.
Desafio aceite pela DPD Portugal, coube ao profissional e motorista da empresa Luis Tehmurasp (foto), a realizar este ensaio, utilizando o furgão numa manhã de trabalho na região de Lisboa, sendo acompanhado, no trajeto, pela Revista Automotive.

Carregar e entregar
O ensaio começou pelas 7h da manhã na plataforma logística da DPD Portugal em Loures, sede da empresa, através do carregamento do furgão com as diversas encomendas, estando o Toyota com a bateria a 100%, indicando uma autonomia de 420km.
Neste primeiro contacto com este modelo, Luis Tehmurasp conta-nos que “esta Proace Max em termos de capacidade de carga é muito semelhante aos outros furgões elétricos que temos na frota da DPD. O único cuidado a ter é não encostar demasiado no cais de carga para que não se danifiquem as portas traseiras”

Depois de carregada e preenchidos todos os critérios de segurança, saímos de Loures rumo ao primeiro local de entrega, no centro de Lisboa. Percorridos os primeiros quilómetros ao volante do furgão Proace, Luis Tehmurasp refere-nos que “gostei logo da brecagem deste Toyota, algo muito importante para efetuarmos as manobras e para conseguirmos tanto circular como estacionar o furgão em espaços apertados, típicos de uma cidade como Lisboa.

Outro aspeto que aprecio é que todos os puxadores terem um botão para destrancar a porta, ou seja, não tenho de fazê-lo através do comando da chave. Isto diminui muito o número de movimentos diários que tenho de executar, para trancar ou destrancar as portas, principalmente as do compartimento de carga.

Relativamente ao interior do furgão, considero-o espaçoso e se tiver de levar mais ocupantes, estes irão dispor de bom espaço para a posição das pernas, tendo em conta que o tablier não tem a saliência da manete da caixa de velocidades. Quanto à condução, este Toyota é bastante intuitivo, tem tudo o que precisamos de fácil acesso e com botões bem visíveis. A intensidade do trânsito em Lisboa requer a totalidade da nossa atenção, e não podemos nos distrair com menus complicados para aceder a funções básicas do veículo. Neste caso, tudo é prático, rápido e funcional.

Visibilidade e manobras
A câmara de marcha-atrás é excelente. Ajuda-nos a estacionar com total confiança e a resolução da imagem permite termos uma precisão ainda maior no estacionamento. Isso é fundamental, porque na nossa área de atividade que é distribuição expressa, conseguir estacionar bem poupa-nos tempo nas entregas e diminui o risco de o furgão ser danificado.

Um ponto a melhorar: seria bom que este Toyota pudesse recolher os espelhos retrovisores automaticamente, através de um comando no interior do habitáculo. Temos de gerir espaços muito justos em ruas estreitas, e o recolher dos espelhos dá espaço, por exemplo para que outros carros possam circular quando estacionamos em determinados locais. Ao circularmos em cidade, cada centímetro conta. Nota positiva para o travão de mão ser elétrico, o que facilita também a gestão das paragens, a cada entrega” refere.

Do que Automotive apurou, há dias em que os profissionais da DPD podem ter de estacionar cerca de 60 vezes. Se, ao estacionar, algo no furgão não for bem concebido, isso vai ser repetido cerca de 1300 vezes por mês. É algo que pode criar entropia e por isso, tanto o travão de mão elétrico automático como outros componentes evidenciados pelo Luis Tehmurasp são uma mais-valia para empresas do setor da distribuição porta-a-porta.

Acesso facilitado
O profissional da DPD acrescenta também que “este é um furgão que tenho facilidade em entrar e sair, bem como em aceder à caixa de carga, aspetos muito importantes da nossa operação diária. Além disso, conduzir um carro elétrico dá uma condução mais suave, e elimina a caixa de velocidades manual que exigia um exercício diário desnecessário para o tipo de operação que realizamos.

Com a DPD, já tive a oportunidade de testar outros furgões 100% elétricos de outras marcas. Tendo concluído o teste na minha operação diária, posso dizer que este Toyota Proace Max está perfeitamente ao nível dos melhores neste segmento” concluiu.
No final das entregas, a nossa rota totalizou cerca de 40km em circuito urbano, sendo que o Toyota indicava ainda dispor de cerca de 400km de autonomia. O Proace Max circulou sempre com o modo “ECO” ativado, modo esse que limita o binário do furgão, reduz o consumo de energia e limita a velocidade máxima para os 90km/h. No entanto, essas limitações podem ser “eliminadas” se escolhermos os modos de condução “normal” ou “power”, bastando para isso premir um botão no tablier.

Nota importante para a rapidez de conexão com o smartphone, podendo utilizar o Android Auto e todas as suas aplicações no ecrã central do furgão, como é o caso, por exemplo, do Google Maps.
A Proace Max BEV é comercializada em Portugal em várias dimensões, da L3 H2 à L4 H3, dos 13 aos 17 metros cúbicos, com capacidade de carga até 1500kg. Equipada com baterias de iões de lítio, de 110kWh, dispõe de um motor elétrico de 200kW (270cv) de potência. Pelo facto de ser elétrica, esta Toyota não perde capacidade de carga para a sua versão a diesel, mantendo uma capacidade de carga de 1500kg.


























