Há uma década, em 2016, a Ford vendia mais de 1 milhão de viaturas na Europa. Em 2025, vendeu cerca de 425.000 viaturas, ou seja, menos da metade do que vendia, segundo a Reuters.
Em comunicado enviado recentemente às redações, a Ford afirmou que irá lançar sete novos modelos na Europa, renovando a sua gama de automóveis, o que lhe possibilitará aumentar a quota de mercado.
Cinco desses novos modelos serão automóveis de passageiros, incluindo um utilitário elétrico e um pequeno SUV elétrico que serão produzidos em conjunto com Renault, bem como três SUV que estarão disponíveis tanto em versões híbridas como totalmente elétricas.
Os responsáveis da Ford mostram-se confiantes em recuperar quota de mercado na Europa, mas com a chegada de mais fabricantes chineses, estarão a competir num mercado cada vez mais concorrencial. A Ford registou um crescimento de vendas de 0,1% na Europa em 2025.
Desafios complexos – salvação na guerra?
Ao mesmo tempo que afirma querer crescer na Europa, a Ford encerrou na Alemanha a sua fábrica de Saarlouis e está a reduzir drasticamente os postos de trabalho na sua unidade de Colónia (Alemanha). Isto depois de ter descontinuado os seus populares modelos Fiesta e Mondeo.
A empresa anunciou recentemente que vai iniciar as vendas da nova pick-up Ranger Super Duty na Europa, destinada a serviços de emergência, silvicultura, mineração e principalmente para uso militar.
Neste segmento, a Ford não está sozinha. Outros fabricantes europeus com grande capacidade de produção das suas fábricas, têm vocacionado os seus desenvolvimentos para o setor da defesa, que está em expansão devido às atuais guerras e ao aumento das despesas dos países em equipamento militar.


























