“No total, cerca de 50.000 postos de trabalho deverão ser eliminados até 2030 em todo o Grupo Volkswagen”, escreveu o CEO do Grupo, Oliver Blume, numa carta dirigida aos acionistas no relatório anual da empresa.
A Volkswagen poderá começar a produzir na Europa os seus modelos desenvolvidos especificamente para a China, destinados à venda nos mercados europeus, ou partilhar fábricas no continente com parceiros chineses, afirmou Oliver Blume depois de mais uma queda nos lucros trimestrais em 2026.

O grupo automóvel alemão, que perdeu a sua posição dominante de várias décadas na China e enfrenta agora concorrência de rivais chineses no seu próprio mercado interno, está a rever fábricas subaproveitadas, a complexidade da sua gama de produtos e o seu vasto portefólio de negócios, numa tentativa de se tornar mais eficiente.
Lobo em pele de cordeiro
Segundo a Bloomberg, a Volkswagen pretende agora, avaliar quais dos seus modelos chineses poderão adaptar-se ao mercado europeu. A empresa irá analisar a possibilidade de partilhar capacidade produtiva em fábricas europeias com parceiros chineses. No entanto, existe o risco de deixar entrar “um lobo em pele de cordeiro”, afirmou Horst Schneider, do Bank of America, durante uma apresentação de resultados com a administração da Volkswagen.
O grupo Volkswagen, que atualmente vende cerca de 150 modelos, incluindo a marca premium Porsche, registou uma queda de 14% no lucro operacional, para 2,5 mil milhões de euros, nos primeiros três meses deste ano.

























