A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel assinalou, os seus 60 anos, numa sessão dedicada ao futuro da indústria automóvel e ao papel do setor na nova agenda de competitividade europeia. Defende reindustrialização europeia assente em competitividade, inovação e transição justa.
A sessão juntou indústria e o governo para debater os desafios estratégicos dos fornecedores da indústria automóvel, num momento marcado pela pressão competitiva global, pela transição energética e pela aceleração tecnológica.
O debate foi centrado em três temas críticos para o setor: reindustrialização europeia, inteligência artificial e descarbonização competitiva. A sessão reforçou uma mensagem central: Portugal tem capacidade industrial, talento e empresas exportadoras, mas precisa de condições de enquadramento que permitam transformar inovação em competitividade, investimento e presença reforçada nas cadeias de valor globais.

Na abertura da sessão, José Couto, Presidente da AFIA, enquadrou: “A Comissão Europeia percebeu que é tempo de deixar de ser reativa e de assumir o seu destino produtivo. O novo enquadramento europeu para a indústria representa uma oportunidade para reforçar a competitividade dos países europeus e criar condições para que a europa concorra de forma mais eficaz à escala global”, afirmou.
A sessão dos 60 anos da AFIA confirmou a relevância estratégica dos fabricantes de componentes da indústria automóvel para a economia portuguesa. O setor representa cerca de 5% do PIB, aproximadamente 15 mil milhões de euros de volume de negócios e cerca de 64 mil empregos diretos. As exportações do setor correspondem a cerca de 15,3% das exportações nacionais de bens transacionáveis.
Para a AFIA, o contexto atual exige uma abordagem construtiva e integrada, capaz de conciliar ambição climática, competitividade industrial, energia acessível, financiamento, estabilidade regulatória, qualificação e acesso à tecnologia. A AFIA continuará a promover a articulação entre empresas, instituições, centros de conhecimento e decisores, contribuindo para reforçar a capacidade industrial portuguesa e a integração do país nas cadeias de valor europeias e globais.

Texto elaborado a partir do press release da AFIA, sem utilização da IA.

























